Prophet

Prophet / noun

Etimology
from Old French prophete, via Latin from Greek prophētēs ‘spokesman’, from pro‘before’ + phētēs ‘speaker’ (from phēnai ‘speak’).

Pronunciation
UK , /ˈprɒf.ɪt/ US , /ˈprɑː.fɪt/

1. a person who is believed to have a special power that allows them to say what a god wishes to tell people, especially about things that will happen in the future

2. a person who supports a new system of beliefs and principles

[Eng] Traditionally, the image of the Prophet is linked to that of the person who is able to provide predictions about the future, much more of others than of himself, much more about the world than about his own life. The world became accustomed to treating the Prophet as someone in this condition, because of truly historical figures and others more symbolic, in addition to several characters with these characteristics cited in various scriptures. But a Prophet is more than this, and his importance is much more in support of a set of beliefs and principles than in his proper predictive ability of the future, although both conditions are true.

This is how Rosicrucianism treats the figure of the Prophet. Prophets exist, support a system of beliefs and principles, have the ability to predict and do predict future events about oneself and others. Every Rosicrucian exercises his ability to prophesy, and it is a constant practice of all Rosicrucians throughout human history. Indeed, it can be said that the Rosicrucian chooses to condition his psychic body and his mind to a mechanism defined and provoked by his own will, with the intention of prophesying, with a view to rendering such a latent capacity more humanly and more under control, contrary to what usually happens with people who possess this developed capacity but end up being victims of visions, dreams, intuitions, without performing the proper work of foment and interpretation of the phenomenon.

Thinking more broadly, which I think is more interesting and pertinent to Mysticism, the Prophet is the one who warns. A warning is something loaded with force and presupposes causal relationships involved in the actions of men and nature. Something like “if you do, that will happen” or “if you do not avoid such a thing, you will suffer such consequences,” and so on. Extrapolate this and you will see that something like “if the human species does not stop polluting the atmosphere life will become unsustainable quickly” is a statement exactly with the same essence of the previous generic settings. A warning. A catastrophic Prophecy. Something a Prophet says.

The warning is interesting from the point of view of a Rosicrucian Prophet because it can be done by virtue of easily identified violations of Cosmic Laws, Laws which are known to the mystic. This is a situation where the Prophet becomes quite efficient and where his Philosophy and Wisdom is enormously and nobly applied. It should be noted that this does not necessarily imply the need to offer very specific or very detailed predictions about one or a few persons, but rather much broader, more comprehensive, meaningful and no less precise predictions.

A Rosicrucian developed in this mystical path is a prophet by nature, his prophecies end up being transmitted to the outside world in one form or another, being they simple warnings or true predictions. The Rosicrucian is only a channel of transmission of knowledge of the Cosmic, Universal Mind behind the creation of all things, and this knowledge is timeless and can be characterized as historical knowledge or as prophecy. As long as there is a Rosicrucian present in the Universe there will be a veiled prophet, one who is satisfied in the Rosicrucian service without making a point of having his identity revealed, qualified or characterized. Someone disseminating information not for itself, but for the glory of the Creator.

[Por] Tradicionalmente, a imagem do Profeta é ligada à da pessoa capaz de fornecer previsões acerca do futuro, muito mais de outrem do que de si mesmo, muito mais sobre o mundo do que sobre sua própria vida. O mundo se acostumou ao tratar o Profeta como alguém nesta condição, em função de figuras verdadeiramente históricas e outras mais simbólicas, além de vários personagens com estas características citados em diversas escrituras. Porém, um Profeta é mais do que isto, e sua importância está muito mais no suporte a um conjunto de crenças e princípios do que propriamente em sua capacidade preditiva do futuro, embora ambas as condições sejam verdadeiras.

Esta é a forma como o Rosacrucianismo trata a figura do Profeta. Profetas existem, suportam um sistema de crenças e princípios, possuem a capacidade de prever e predizer eventos futuros sobre si mesmo e sobre os outros. Todo Rosacruz exercita sua capacidade de profetizar, sendo a mesma uma prática constante de todos os Rosacruzes ao longo de toda a história humana. Com efeito, pode-se dizer que o Rosacruz opta por condicionar seu corpo psíquico e sua mente a um mecanismo definido e provocado por sua própria vontade, com o intuito de profetizar, visando tornar mais objetiva tal capacidade latente nos seres humanos e mais sob controle, ao contrário do que costuma ocorrer com pessoas que possuem esta capacidade desenvolvida mas acabam sendo vitimas de visões, sonhos, intuições, sem realizar o devido trabalho de fomento e interpretação do fenômeno.

Pensando de uma maneira mais ampla, que julgo ser mais interessante e pertinente ao Misticismo, o Profeta é aquele que avisa. Um aviso é algo carregado de força e pressupõe relações de causalidade envolvidas nas ações dos homens e da natureza. Algo como “se você fizer isso, acontecerá aquilo” ou “se você não evitar tal coisa, sofrerá tais consequências”, e assim por diante. Extrapole isso e você verá que algo como “se a espécie humana não parar de poluir a atmosfera a vida acabará ficando insustentável rapidamente” é uma colocação exatamente com a mesma essência das colocações genéricas anteriores. Um aviso. Uma Profecia catastrófica. Algo que um Profeta diz.

O aviso é interessante do ponto de vista de um Profeta Rosacruz porque pode ser feito em virtude de violações facilmente identificadas de Leis Cósmicas, Leis que são de conhecimento do místico. Esta é uma situação onde o Profeta torna-se bastante eficiente e onde sua Filosofia e Sabedoria é enormemente e mais nobremente aplicada. Percebe-se que, com isso, não necessariamente o Profeta se prende à necessidade de oferecer previsões muito específicas ou muito detalhadas sobre uma ou poucas pessoas, e sim previsões muito mais amplas, abrangentes, significativas e não menos precisas.

Um Rosacruz desenvolvido nesta senda mística é um profeta por natureza, suas profecias acabam sendo veiculadas ao mundo exterior de uma forma ou de outra, sendo elas simples avisos ou verdadeiras previsões. O Rosacruz é apenas um canal de transmissão de conhecimento do Cósmico, a Mente Universal por trás da criação de todas as coisas, e este conhecimento é atemporal, podendo ser caracterizado como conhecimento histórico ou como profecia. Enquanto houver um Rosacruz presente no Universo haverá um profeta velado, alguém que se satisfaz no serviço Rosacruz sem fazer questão de ter sua identidade revelada, qualificada ou caracterizada. Alguém disseminando informação não por si, mas pela glória do Criador.

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Michael Maier’s Atalanta Fugiens

An article of Peter Bindon, FRC
Rose+Croix Journal, Issue 12 of 2018

http://www.rosecroixjournal.org/

A Look at This Year’s Cover: Michael Maier’s Atalanta Fugiens – Rose+Croix Journal Issue 12, 2018

Michael Maier Atalanta Fugiens Figura 21 Explicada

[Eng] In this article, Peter Bindon presents some of the fascinating symbolism and history behind Emblem 21 in Michael Maier’s intriguing work, Atalanta Fugiens.

[Por] Neste artigo, Peter Bindon apresenta um pouco do fascinante simbolismo e história presentes no Emblema 21 do intrigante trabalho de Michael Maier, Atalanta Fugiens.

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The Cross and The Rose-Cross

[Eng]What is a cross?

The human being is especially affected by vision, his most accurate sense and the last to be awakened completely after birth, taking from 6 to 8 months for his full maturity and precision. Likewise, the questioning of what is seen is not frequent. Now, if we have a sense as accurate as that of vision, it would be natural for us to be equally ascertained in the criticism, investigation, and selection of what we wish to retain in terms of knowledge from our vision.

We can assume that a huge majority of people have seen crosses of the most varied types. It is quite possible that such a symbol awakens deep and peculiar sensations in each person. But how many wonder about that symbol, its origins and meanings?

The cross in Rosicrucianism has a profound meaning, which has nothing to do with the “torment” employed by Christians.

Every cross is composed of a certain “orthogonality” between two axes. In the case of the traditional cross, on which the Rose-Cross is mounted, the trunk or vertical axis represents Heaven, the space and the male polarity of life, while the trunk or horizontal axis represents the Earth, time and female polarity of nature. Taken together these two axes of the cross express the law of duality. The four arms formed by this figure represent the relationships we can establish not only with the four principles of nature but also with several other natural quaternary aspects.

Applied to the Rosicrucian Tradition, the two trunks of the cross, vertical and horizontal, symbolize the physical body of man and in general the terrestrial world through which man evolves from one life to another. The rose, at the intersection between both axes, symbolizes the soul personality of man in his progressive expansion throughout his incarnations. The rose has always been associated with spirituality in various traditions.

In its most noble expression, the Rose-Cross is forged in Gold, symbolizing material perfection. Applied to man, this metal represents the purity of the physical body, which we must achieve through the application of a harmonious life with natural and cosmic laws. The Rose, a ruby ​​of five or seven facets, materializes the quintessence that infuses the whole Universe and together the three theological virtues (faith, hope and charity) and the four cardinal virtues (courage, justice, prudence and temperance).

In this way, the Rose-Cross represents at the same time the duality of human nature and the archetype to which we evolve physically and spiritually.

[Por]O que é uma cruz?

O ser humano é especialmente afetado pela visão, seu sentido mais apurado e o último a ser desperto completamente após o nascimento, levando de 6 a 8 meses para sua total maturidade e precisão. Assim mesmo, o questionamento sobre o que se vê não costuma ser frequente. Ora, se temos um sentido tão apurado quanto o da visão, natural seria que fossemos igualmente apurados na crítica, na investigação e na seleção daquilo que desejamos reter em termos de conhecimento a partir de nossa visão.

Podemos supor que uma enorme maioria das pessoas já viram cruzes dos mais variados tipos. É bem possível que tal símbolo desperte em cada pessoa sensações profundas e peculiares. Mas quantos se questionam sobre aquele símbolo, suas origens e significados?

A cruz no Rosacrucianismo possui um significado profundo, que nada tem a ver com o “suplício” empregado pelos cristãos.

Toda cruz é composta por uma certa “ortogonalidade” entre dois eixos. No caso da cruz tradicional, sobre a qual a Rosa-Cruz é montada, o tronco ou eixo vertical representa o Céu, o espaço e a polaridade masculina da vida, enquanto o tronco ou eixo horizontal representa a Terra, o tempo e a polaridade feminina da natureza. Considerados juntos estes dois eixos da cruz expressam a lei da dualidade. Os quatro braços formados por esta figura representam as relações que podemos estabelecer não somente com os quatro princípios da natureza mas também com vários outros aspectos quaternários naturais.

Aplicada à Tradição Rosacruz, os dois troncos da cruz, vertical e horizontal, simbolizam o corpo físico do homem e de um modo geral o mundo terrestre através do qual o homem evolui de uma vida para a outra. Já a rosa, na interseção entre ambos os eixos, simboliza a personalidade alma do homem em suas expansão progressiva ao longo de suas encarnações. A rosa sempre foi associada à espiritualidade em diversas tradições.

Em sua expressão mais nobre, a cruz Rosa-Cruz é forjada em Ouro, simbolizando a perfeição material. Aplicado ao homem, esse metal representa a pureza do corpo físico, que devemos atingir através da aplicação de uma vida harmoniosa com as leis naturais e cósmicas. Já a Rosa, um rubi de cinco ou sete facetas, materializa a quintessência que infunde todo o Universo e conjuntamente as três virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e as quatro virtudes cardeais (coragem, justiça, prudência e temperança).

Desta forma, a Rosa-Cruz representa ao mesmo tempo a dualidade da natureza humana e o arquétipo para o qual evoluímos física e espiritualmente.

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The Author / O Autor / Anno R+C 3.370